Os conselhos de odontologia recomendam a primeira consulta por volta do primeiro ano de vida, quando já apareceram os primeiros dentes. A recomendação parece estranha, porque nessa idade quase não existe nada para tratar. E justamente esse o ponto.
Por que tao cedo
Aos doze meses, a criança pode conhecer o consultório sem associar aquele lugar a nada desagradável. Sentar na cadeira, ver a luz, ouvir os sons: tudo isso deixa de ser novidade assustadora mais tarde.
Também é a idade em que os pais fazem as perguntas que mais contam: hábitos de alimentação, uso de chupeta e mamadeira, escovação ainda por fazer pelos adultos, e o que observar em casa. Essas decisões influenciam os dentes que ainda vão nascer.
O que acontece na primeira consulta
Não há procedimentos. A consulta é uma conversa com os pais, um exame da boca da criança, orientação de higiene e a contagem dos dentes que já apareceram.
Se a criança for maior e já tiver dentes permanentes, a consulta inclui a aplicação de flúor e, quando indicado, selantes nos dentes definitivos recentes. São medidas preventivas: reduzem o risco futuro em vez de tratar o que já existe.
O que os pais devem evitar
Não usar a ida ao dentista como castigo ou aviso, do tipo se não escovar vou levar você ao dentista. Isso ensina que o consultório é uma punição.
Também não vale prometer que não vai doer nada antes de saber o que vai ser feito. Prometer o que não se controla custa a confiança. Melhor dizer que o profissional vai explicar tudo antes de fazer.
Este texto e orientação geral. Situações específicas devem ser vistas em consulta.
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